ARGEMELA: GRUPO ESTRANHA SILÊNCIO DA DGEG

O grupo "Pela Preservação da Serra da Argemela" (GPSA) que une as localidades de Barco, no concelho da Covilhã, Lavacolhos e Silvares no concelho do Fundão, estranha o silêncio da Direcção Geral de Energia e Geologia.

No final da última sessão de esclarecimento/ponto de situação do processo para a concessão de exploração mineira na Serra da Argemela, que de correu no auditório da ARPAZ, no Barco, Maria do Carmo Mendes mostra-se surpresa com a ausência de respostas às perguntas que o grupo enviou à DGEG

"Muita estranheza porque não obtivemos qualquer resposta. Nós solicitámos informações sobre o processo, queremos conhecer o plano de lavra, não temos conhecimento de qualquer estudo de impacte ambiental não existe rigorosamente nada. Está tudo num silêncio total, um silêncio ainda mais assustador".

Na sessão foi feita história do processo e sublinhado que no "relatório do lítio", encomendado pelo Governo, na em relação à Argemela é claro

"Tivemos oportunidade de consultar o relatório sobre o lítio que o Governo encomendou e as informações relativas à Argemela estão feitas quase no âmbito do etéreo. Não está nada claro. Fazem questão de dizer que ainda não existe plano de lavra e mais nada. O que sabemos é que o prazo legal para a resposta, 120 dias, já foi transposto dado que terminou em Julho, devíamos ter tido uma resposta da Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG), inclusivamente já devia estar a decorrer o estudo de impacte ambiental e não está. Não sabemos nada e isso é muito grave", salienta.

Perante a ausência de respostas, o grupo espera mobilizar a população para novamente sair à rua e colocar o assunto novamente em discussão

"Vamos ver se conseguirmos reunir a maior parte da população e avançar para as manifestações porque alguma resposta vai ter que nos der dada. A lei é clara e o povo tem que ser consultado e informado e nem uma nem outra situação está a ser respeitada. Fazemos um apelo às populações que se juntem nesta luta que nos vai afectar a todos: ao Barco mas também a todas as populações limítrofes à Coutada, Paúl, Silvares, Lavacolhos".

"Só podemos reivindicar os nossos direitos se formos informados e as pessoas deveriam participar activamente nas sessões de informação, procurarem informar- se para poderem dizer sim ou não" conclui Maria do Carmo.

A membro do grupo "Pela Preservação da Argemela" mostra-se convicta que não é o lítio que empresa quer explorar

"Quem está por detrás da PANN é a ALMINA que é especializada em cobre e na Argemela existe cobre. Não é uma teoria da conspiração mas são coincidências demasiado coincidentes", conclui.


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